A aliança entre JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP) ganhou um peso ainda maior na disputa pelo Governo de Alagoas. Após desembarcar em Maceió neste domingo (16), o ex-prefeito afirmou que a entrada da Federação União Progressista foi fundamental para dar força política ao projeto eleitoral que pretende levar o grupo ao comando do Estado.
A declaração chama atenção porque expõe, de forma direta, o tamanho que o apoio de Arthur Lira passou a ocupar na estratégia de JHC. Segundo o candidato, sem a composição com a federação, o grupo não teria a mesma “musculatura” para enfrentar a disputa.
“Com certeza, a Federação União Progressista foi fundamental para que a gente pudesse ter a musculatura suficiente, a força política para dar continuidade a esse processo de materialização do desejo de mudança do nosso Estado”, declarou JHC.
O peso da aliança não está apenas no tempo de televisão ou na composição partidária. JHC também aposta na capilaridade política de Arthur Lira no interior alagoano para ampliar sua presença fora da capital. O ex-prefeito destacou que o deputado possui bases em diversos municípios e que essa estrutura será incorporada à campanha.
“A União Progressista tem bases importantes no interior do Estado, que o futuro senador Arthur Lira já vem trabalhando, fazendo com que essas cidades possam receber o benefício do trabalho dele em Brasília e aqui em Alagoas”, afirmou.
A união também coloca lado a lado dois grupos políticos com forte presença eleitoral em Alagoas e muda o desenho da disputa pelo Executivo estadual. A composição foi fechada no último dia do prazo para registro das candidaturas, depois de semanas de negociações.
JHC ainda citou Marina Candia, candidata ao Senado, Célia Rocha, escolhida para a vice, e o prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, como integrantes de um grupo que, segundo ele, chega unido para a eleição.
“Vamos ter fé para continuar esse processo de mudança que chegou à nossa capital e agora poder levar para toda Alagoas”, concluiu.
A estratégia, agora, é transformar a força política construída na capital e as bases de Arthur Lira no interior em votos suficientes para tirar o grupo do campo da aliança e colocá-lo na disputa direta pelo Governo de Alagoas.

