A convivência com amigos e a percepção de sua sensibilidade levaram-na a escolher o direito como carreira. “Minha mãe sempre soube que eu seria advogada, e eu sabia que seria uma advogada da mulher”, recorda Julia, que sempre esteve ao lado da justiça e da defesa dos mais vulneráveis.
Durante sua atuação no PROCON, Julia percebeu que seu verdadeiro chamado era a defesa das mulheres vítimas de violência. Lidando com casos impactantes, como o de Bia, uma menina de seis anos que morreu em decorrência de violência sexual, ela entendeu que apenas uma advocacia forte não bastava: era necessário oferecer apoio psicológico e econômico para ajudar as mulheres a romperem o ciclo de violência. “Descobri que não basta ter um advogado forte, é preciso fortalecer essas mulheres em todos os aspectos”, afirma.
Ao longo de 11 anos de carreira, Julia enfrentou ameaças e desafios, mas nunca se afastou de sua missão. Determinada a ampliar sua atuação, ela busca, com sua candidatura, criar políticas públicas eficazes para combater a violência contra a mulher de forma estrutural. “Meu objetivo é não precisar mais defender mulheres, mas acabar com a violência na base”, declara Julia, comprometida em continuar lutando por um futuro mais justo para todas.
